terça-feira, 9 de outubro de 2007

Google e IBM se unem por computação em nuvem

Com o objetivo de preprar os estudantes para novos desafios da computação, empresas oferecerão hardware, software e serviços a universidades

O Google e a IBM anunciaram nesta segunda-feira (08/10) uma iniciativa para avançar no ganho de escala da computação distribuída (cloud computing)

Em parceria, as empresas oferecerão hardware, software e serviços a universidades. As empresas querem reduzir o custo das pesquisas, permitindo que instituições acadêmicas e seus estudantes contribuam mais facilmente com este crescente paradigma da computação. "Para oferecer melhores serviços para nossos usuários a longo prazo, é imperativo que estudantes estejam adequadamente equipados para explorar o potencial dos modernos sistemas de computação e que os pesquisadores possam inovar na solução de problemas", afirmou em comunicado o CEO do Google, Eric Schmidt.

A primeira instituição a se beneficiar da parceria será a Universidade de Washington. A Carnegie-Mellon University, o MIT, a Stanford University, a Universidade da Califórnia, em Berkeley, e a Universidade de Maryland também partcipam da inciativa.

Como parte do projeto, as empresas estão provendo um cluster de algumas centenas de computadores - servidores customizados do Google e IBM Bladecenter e servidores System x. Com o tempo, a expectativa é que o cluster ultrapasse 1,6 mil processadores. Os servidores com Linux irão rodar software de código aberto, incluindo o sistema de virtualização Xen e o Hadoop, uma implementação em código aberto do sistema de arquivos distribuído do Google, gerenciado pela Apache Software Foundation. O Tivoli, da IBM irá administrar, monitorar e provisionar os recursos do cluster.

Segundo Christophe Bisciglia, engenheiro sênior do Google, a arquitetura fundamental da computação está mudando. A Lei de Moore ainda se aplica, mas agora os ganhos de performance vêm mais da densidade dos processadores do que da densidade dos transistores. "Você precisa desenvolver seu software com escabilidade horizontal", disse referindo-se aos desafios da programação para sistemas de múltiplos núcleos operando em paralelo. "Não é mais suficiente programar bem uma máquina; para atacar os desafios de amanhã, os estudantes precisam saber programar milhares de máquinas para gerenciar quantidades massivas de informação em um piscar de olhos", completou.

A computação distribuída em larga escala, também conhecida como computação em nuvem, tem sido colocada como o futuro da computação. Em julho de 2003, o pesquisador da Microsoft, Jim Gray - que foi dado como desaparecido no mar no começo do ano - disse que a IBM e a Microsoft estavam colocando a computação distribuída em escala para a internet como um novo modelo. A Sun Microsystems também tem advogado pelo que ela chama de grid computing.

Thomas Claburn, InformationWeek EUA

Fonte: IT Web

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